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  lê o conto OS DEZ ANÕEZINHOS DA TIA VERDE-ÁGUA
(Conto de Portugal © Recriado e traduzido por Dulce Rodrigues. Reservados todos os direitos)

Em certa aldeia portuguesa, vivia um casal de jovens. Tinham tudo para serem felizes, mas esse não era o caso. A mulher não trabalhava fora mas também não fazia nada em casa. Tinha sempre tudo desarrumado, a roupa por lavar e engomar, e quando o marido chegava a casa nem sequer havia jantar pronto. Parecia que o tempo não chegava para nada, embora também nada fizesse!

Primeiro, o marido começou a queixar-se; depois ralhava com ela, e as zangas passaram a ser constantes. Era uma vida insuportável.

A rapariga andava muito triste sem saber o que fazer à vida, até que um dia se lembrou de ir consultar a vizinha do lado, a quem todos chamavam tia Verde-Água. Era uma velhota muito simpática, e havia até quem dissesse que as fadas eram suas amigas e a ajudavam quando ela precisava.

Decidiu-se e lá foi. A velhota perguntou-lhe: “Então, rapariga, o que é que te traz por cá?”

“Ai, tia Verde-Água, a senhora é que me podia valer!”

“Diz-me o que te aflige e logo vejo se te posso ajudar.”

A rapariga então contou-lhe o que se passava.

“Fizeste muito bem em vir ter comigo, minha filha,” disse-lhe a tia Verde-Água. “Tenho dez anõezinhos muito habilidosos e posso mandar-tos lá para casa para te ajudarem. Mas vou explicar-te o que também deves fazer para que eles te ajudem bem. Pela manhã, depois de te levantares, fazes a cama e limpas a casa; depois lavas ou passas a roupa a ferro. Cerca do meio-dia, fazes o almoço, em seguida lavas a louça e arrumas a cozinha. Lá para a tardinha, preparas o jantar e quando o teu marido chegar fica todo contente. Vais ver como os anõezinhos te ajudam sem que dês por isso. E ainda te vai sobrar tempo para leres um pouco todos os dias, pois o nosso espírito também precisa de ser alimentado.”

A rapariga ficou muito agradecida; voltou para casa e começou logo a pôr em prática o que a tia Verde-Água lhe tinha dito.

A partir daquele dia a casa nem parecia a mesma de tão arrumadinha, o marido encontrava sempre a roupa lavada e passada a ferro e o jantar pronto e na mesa. A harmonia voltou a reinar entre o casal, e a rapariga apressou-se a ir agradecer à tia Verde-Água.

“Ai, tia Verde-Água, os seus dez anõezinhos fizeram-me um servição! Agora a casa está que é um mimo e nós somos muito felizes. Só lhe queria pedir se mos deixava lá ficar ainda algum tempo.”

“Deixo! Então não havia de deixar! Pois tu ainda não viste os dez anõezinhos?” perguntou a velhota.

“Ainda não. E queria tanto vê-los!”

“Saiste-me cá uma tola,” disse a tia Verde-Água. “Olha para as tuas mãos e logo os vês. Os teus dedos é que são os dez anõezinhos!”

Assim que a tia Verde-Água lhe disse isto, a rapariga percebeu o que tinha acontecido. Agradeceu muito à tia Verde-Água e foi para casa toda feliz e contente por ter aprendido que na vida

nada se faz sem trabalho!

Gostaste deste conto? Então lê mais outro e visita-me mais vezes para leres novos contos.

O teu amiguinho de quatro patas.
assinatura do Barry

 
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